»
S
I
D
E
B
A
R
«
Encruzilhada
Mar 9th, 2010 by M.J. Ferreira

Hoje, ao verificar se todas as ligações do Blogue estão a funcionar bem, retive-me na Base de Dados da Pordata que é uma das ofertas deste Blogue, na coluna da esquerda, em Utilidades.

Recentemente criada, esta Base de Dados organizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, é deveras espectacular. Como descrita pela Directora do Projecto, é “um serviço público, um projecto destinado a todos, pensado para um vasto número de utentes que comungam   do interesse em conhecer, com confiança e rigor, mais sobre Portugal.”

Com contadores actualizados em tempo real, assiste-se à contabilidade dos números.
Em baixo, a contabilidade das despesas públicas com a saúde e a educação move-se a uma velocidade superior à que necessito para a poder ler. Em cima, realce para o saldo devedor, dia após dia, relativamente aos nascimentos versus óbitos. Rapidamente, se esta tendência não se inverter, seremos, a médio/longo prazo, um país envelhecido .

Envelhecido e sem esperança pessoal de anos capazes para gozar uma salutar reforma (se ainda houver direito à mesma) a continuar-se com o aumento da idade da dita cuja.

Dizem os entendidos que a idade da reforma tem mesmo de subir. Se por um lado, a nossa situação económica é deveras débil, também a política de recursos humanos na função pública é completamente irresponsável. Por outro lado, tem aumentado a esperança de vida, ao mesmo tempo que se nota a inversão da pirâmide etária, o que sugere uma insuficiente renovação das gerações. A adicionar a tudo isto, sempre muita demagogia e desatinos políticos que não acrescentam nada de muito bom.

A esperança não morre. Mas a esperança hoje, para muitos, é conseguir a reforma antecipada, mesmo perdendo alguma coisa. A esperança é agarrar o que pode vir antes que não venha coisa nenhuma.

Que futuro perplexo nos faz tudo isto supor? Uma encruzilhada de dúvida, incerteza e ambiguidade.

Não deixe de visitar esta Base de Dados, quando o pode fazer a partir deste Blogue, na coluna da esquerda, em Utilidades.

#29
Mar 9th, 2010 by M.J. Ferreira

Se os teus projectos forem para um ano, semeia o grão. Se forem para dez anos, planta uma árvore. Se forem para cem anos, educa o povo (Provérbio chinês)

Os pecados que nos tiram da crise…
Mar 8th, 2010 by M.J. Ferreira

Foi largamente noticiado que o nosso Primeiro Ministro ia fazer uma comunicação ao país. É claro que às 20 horas em ponto, lá estava eu prontinha para o ouvir atentamente.

E pronto. Lá vi o Sócrates pecar. (“pecar” = acto ou efeito de apresentar o PEC – plano de estabilidade e crescimento).

Ele pecou num tom formal, com pose de Estado, apresentando um a um os pecados que, na sua opinião, vão ajudar a cortar onze mil milhões de euros. (“pecados” = linhas de orientação do PEC)

De uma maneira geral, todos os pecados estão relacionados com medidas muito duras que se irão fazer sentir penosamente naquilo que ainda resta da classe média. Na prática, com as reduções dos incentivos fiscais  na saúde, educação e PPRs, aquela será chamada, em termos de IRS, a pagar mais ou a receber menos.

De um modo geral, os pecados defendidos pelo Governo, com tanto apertar de cinto, vão-nos tornar esterlicadinhos. O  desemprego não diminuirá significativamente, a economia timidamente crescerá devagar, devagarinho e os preços inevitavelmente voltarão a subir. Os pecados apresentados para os ricos e para as grandes empresas não passam de uma brisa suave de moralização para os nossos olhos e ouvidos mas não chegam para evitar uma tempestade de areia no funcionalismo público com uma política salarial de enorme contenção.

Sócrates disse que tem confiança nestes pecados porque justos e necessários. Eles visam equilibrar as contas públicas e relançar a economia e, olhando para o PEC, ai de nós se não fôssemos capaz de crescer de acordo com o previsto. Não há motivação, nem incentivo, nem estímulo. Apenas uma moderação em demasia que esconde a incerteza da produção, a dúvida nas capacidades de um povo cansado de pecado atrás de pecado e sem salvação à vista.

Os pecados de Sócrates, “para mal dos nossos pecados”, podem ser insuficientes e Sócrates continuará a pecar.
“Para mal dos nossos pecados!”

Dia Internacional da Mulher
Mar 8th, 2010 by M.J. Ferreira

Hoje recebi uma rosa. Ela queria homenagear a mulher que sou no contexto do dia que internacionalmente se convencionou recordar como “Dia Internacional da Mulher”.

Este dia tem a sua origem no séc. XIX, em 1857, quando as operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Elas ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, a redução na carga diária de trabalho para dez horas quando as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário. Exigiam a equiparação de salários  com os homens (as mulheres chegavam a receber apenas cerca de um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e um tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que depois foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto completamente desumano.

Contudo, apenas no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem àquelas mulheres que morreram na fábrica em 1857. Somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas)..

Informam-me os motores de busca que ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objectivo é discutir o papel da mulher na sociedade actual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Olhando para estas explicações, elas parecem-me excessivamente políticas. Para comemorar a exploração em locais de trabalho já temos o 1º de Maio, que se celebra exactamente para lembrar a luta dos trabalhadores por melhores condições. Quando, pessoalmente, olho para o Dia Internacional da Mulher eu sinto a falta de um Dia Internacional do Homem, porque já tenho um Dia Internacional da Criança (1/6), um Dia dos Avós (26/7) e em 1993, a Assembleia Geral das Nações Unidas, proclamou o dia 15 de Maio como Dia Internacional da Família.

A surpresa das surpresas foi que, ao fazer a pesquisa para este “post”, descobri que…. atenção… preparem-se…, já existe o “Dia Internacional do Homem”. É celebrado a 19 de Novembro de cada ano , sendo que as comemorações foram iniciadas em 1999 pelo Dr. Jerome Teelucksingh, em Trinidad e Tobago e apoiadas pela Organização das Nações Unidas e vários grupos de defesa dos direitos masculinos da América do Norte, Europa, África e Ásia. Alguns dos objectivos pretendiam chamar a atenção para a saúde masculina, melhorar a relação entre géneros, promovendo a igualdade e destacar os papéis positivos dos homens, combatendo o sexismo e, ao mesmo tempo, celebrar as suas conquistas e contribuições na comunidade, nas famílias, no casamento e na criação dos filhos.

Tudo isto é muito interessante, ainda mais porque eu não me tinha apercebido desta última festividade quando, ainda por cima, já tinha este blogue em “marcha. Desculpe-me o “género” masculino.

Mas, voltemos ao dia 8 de Março. Já uma vez expus o que significavam para mim “estes dias especiais”. Para mim, todos os dias são “dias de…”, internacionais ou não. Isto deixa-me serena e confiante na minha própria melhoria à imagem dAquele que confesso como meu Senhor. Nunca escondi que sou cristã e, ao ouvir tanto falar no dia da Mulher, eu não podia deixar de prestar uma grande homenagem a Jesus Cristo, porque, a Sua voz, os Seus gestos, a Sua palavra, o Seu ministério e Vida são bem o exemplo de como devem ser tratadas as mulheres em qualquer época, em qualquer contexto, com igualdade de género, dignidade, respeito e amor. Ele deu o exemplo. A humanidade tem transformado o que é simples em puzzles inacabados onde as peças resistem a querer encaixar-se. Quem estiver inocente que atire a primeira pedra.

Novo Álbum de fotografias no Facebook
Mar 8th, 2010 by M.J. Ferreira

Para aqueles que “resistem” ao Facebook deixo aqui o link para poderem aceder  ao novo álbum de fotos que acabei de publicar.
(Já sabem, basta carregar na palavra “link”)

Aos amigos!
Mar 5th, 2010 by M.J. Ferreira

Os relacionamentos diferem uns dos outros. No tempo, no espaço, no grau de confiança. Alguns relacionamentos, apenas porque são especiais, irão ter um grau de familiaridade que outros não atingem.

Por exemplo, não vamos “depender” daquela pessoa que é caixa no supermercado da mesma forma que confiamos numa outra com quem já estabelecemos “relações de amizade”, com quem temos alguma intimidade, que resultou ou resulta de uma interacção que pressupõe diálogo, partilha de emoções, ideias, pontos de vista.

Apesar de todos termos amigos, colegas, companheiros ou até melhores amigos, é muito difícil conseguir darmos uma definição de amizade. A maior parte das vezes, acabamos por atribuir determinadas características que não discriminando, acabam por distinguir a amizade de outros tipos de interacções sociais.

Quando tentamos caracterizar a amizade utilizamos termos como  pessoal, informal ou voluntária. Temos consciência que implica a reciprocidade, facilita os objectivos que se queiram atingir, é positiva e habitualmente de longa duração.

Se estas características são de alguma forma utilizadas para a sua definição, cada um de nós acaba sempre por lhe acrescentar outras que têm a ver com o nosso conceito de amizade. Nos diversos relacionamentos que estabelecemos durante a nossa vida, também podemos definir níveis ou graus de familiaridade, como por exemplo, o de melhor amigo, o de colega, ou de “conhecido” que, habitualmente, traduz uma amizade superficial.

Outra coisa em que somos de alguma forma “pessoais” tem a ver com características que valorizamos, ou mais, ou menos, como a confiança, a lealdade, o carinho, etc. No entanto, todas as amizades envolvem reciprocidade, isto é, a existência de expectativas em relação a cada amigo. Habitualmente têm a ver com a sua defesa quando ausente; com a partilha de acontecimentos relevantes, com o apoio emocional espontâneo e voluntário sempre que seja necessário com a confiança e a certeza de não ter que se dizerem “meias verdades”.

Esta foi uma semana de um novo tipo de relacionamentos para mim. Aderi ao Facebook e a imensidão do ciberespaço acaba por ser deslumbrante e viciante. Deslumbrante, porque fascina a facilidade com que encontramos muitas das pessoas que se cruzaram um dia connosco e de que tínhamos perdido o rasto. Viciante, porque, qual crianças a quem foi dado um novo brinquedo interactivo, queremos descobrir tudo, muito depressa, antes que a sua fonte de alimentação se esgote.

Que tipo de relacionamentos são estes do Facebook? Como vou definir este novo conceito de amizade? Como vou caracterizar todos estes “meus amigos”? São amigos para a vida? Posso confiar os meus desabafos online? Até esse pequeno problema parece que está resolvido. Eu posso agrupá-los e determinar quem sabe “o quê” sobre mim; quem pode “ver” ou deixar de “ver” informações ou fotos da forma como eu bem entender. Existe uma série de regras que tentam salvaguardar a privacidade de uns e outros, tal qual uma “amizade de carne e osso” que habitualmente tem isso em conta.

Não quero pensar que “amigo” vai ser algo vazio e sem alma, nem quero admitir que seja uma palavra profanada pelo uso e barateada a cada “clic”, desvirtualizando o conceito de amizade. Por isso mesmo, optei por ter uma amizade aberta. Um perfil onde todos podem ver a mesma coisa: amigos velhos, amigos novos, amigos de amigos que entretanto aceitaram a minha amizade, amigos dos amigos de que aceitei ser amiga e, até amigos dos amigos que apenas pretendem conhecer o perfil.

Ao ir para fim-de-semana, despeço-me com um até segunda e faço um brinde: Aos amigos!


#28
Mar 5th, 2010 by M.J. Ferreira

As pessoas realmente ligadas não precisam de ligação física. Quando se reencontram, mesmo depois de muitos anos afastados, sua amizade é tão forte quanto sempre.
(Deng Ming-Dao)

Perdemos a comodidade da ignorância
Mar 4th, 2010 by M.J. Ferreira

Perdemos a comodidade da ignorância.
Não tenho palavras neste momento para comentar a notícia de que faço “copy & paste” de seguida. Não quero deixar apenas o link mas toda a notícia.

JN
Morreu para evitar agressão de colegas
Leandro, 12 anos, é a primeira vítima mortal conhecida de bullying em Portugal.
Atirou-se ao rio Tua.
Colegas garantem que não é caso único de violência na escola

HELENA TEIXEIRA DA SILVA

Ontem, quarta-feira, Christian não foi à escola. No dia anterior, almoçou à pressa na cantina, saiu aflito para o recreio quando viu, mais uma vez, o corpo franzino de Leandro, primo e amigo de 12 anos, ser espancado por dois colegas mais velhos.

Depois, perseguiu o rapaz que, cansado da tortura de quase todos os dias, ameaçou lançar-se da ponte, ali a dois passos. Perseguiu-o, impediu-o. Por fim, imitou-lhe os passos, degrau a degrau, até à margem do rio Tua. O primeiro estava decidido a morrer: despiu-se, atirou-se. O segundo estava decidido a salvá-lo: despiu-se, atirou-se.

Leandro morreu – é a primeira vítima mortal de bullying em Portugal; Christian agarrou-se a uma pedra para sobreviver. Antes, arriscou a vida a dobrar: digestão em curso em água gelada. Eram 13.40 horas. Ontem não foi à escola. Os pesadelos atrasaram-lhe o sono. Acordou cansado, alheado, emudecido. Leandro não é caso único. Ele também já foi agredido.

Christian não é o super-homem; não é sequer rapaz encorpado; é um menino assustado, tem 11 anos, não terá 40 quilos, o rosto salpicado de sardas e tristeza. Os olhos dos pais pregados nele, os dele cravados no chão da sala. Não estava sozinho na luta. “Estava eu, o Márcio (irmão gémeo de Leandro), o Ricardo…”, este e aquele, os nomes dos amigos como um ditado, ele encolhido, no colo um cão minúsculo a quem insistentemente afaga o pêlo. “Não conseguimos salvá-lo, já estávamos tão cansados”. O lamento sabe a resignação e à inquietação de quem veio de outra escola, em Andorra, Espanha, onde “à mais pequena coisa, os professores chamavam os pais”, recordam, “preocupados”, Júlio e Júlia Panda, pais de Christian, filhos da terra, Mirandela, no cume de Trás -os-Montes, retornados há pouco mais de um ano, trazidos com a crise e o desemprego. Vivem agora na aldeia de Cedainhos, a 15 quilómetros da cidade, lugar estacionado no tempo, onde vivia também Leandro e onde todas as casas, com laços mais ou menos próximos, são casas da mesma família.

Escola sem luto nem explicação

Um palmo acima, na mesma rua, vive a avó, Zélia Morais. Tem a cozinha cheia netos, mais de dez, netos de todas as idades, os gritos inocentes dos mais novos a misturarem-se na dor dos outros. Sabe tudo ao mesmo fado. É a imagem da desolação, ela prostrada no sofá, o coração com febre. “O meu menino era tão humilde. Todos os dias vinha saber de mim. Todos os dias”, palavras repetidas embrulhadas em falta de ar. “E agora?” Agora, responde o filho Augusto, homem de meia idade que a coluna prendeu a uma cadeira de rodas, “agora, nem que tenha de vender tudo, vou até ao fim do mundo para saber quem levou o meu sobrinho a matar-se”. A ameaça parece dura, dura um segundo, desfaz-se em pranto. “O meu menino sentava-se aqui comigo, conversava como adulto, era a minha companhia”. Os pais de Leandro também vivem ali; não estão. “Estão em casa amiga, passaram a noite no hospital”.

Ontem Christian não foi à escola. Mas na escola dele – E.B. 2,3 Luciano Cordeiro, onde partilhava o 6º ano com Leandro -, o dia foi normal. Nem portas fechadas nem luto nem explicação. O porteiro do turno da tarde entrou às 15 horas, bem disposto. “Sou jornalista, queria uma entrevista”, ironizou. Tiro no pé. O JN estava lá. Perdeu o humor, convidou-nos a sair “já”. A docente que saía do recinto também foi avisada, inverteu a marcha, já não saiu. Havia motivos para baterem tantas vezes no Leandro? Responde Christian: “Todos batem em todos”.

Recentemente tinha visto no “blog” de um amigo, Professor, a sua observação sobre os alunos, com que concordo, e que me deixa deveras preocupada. Eles fazem parte de uma geração que, mais tarde ou mais cedo, são os homens e mulheres de amanhã.
No entanto, esta notícia do JN mostra-nos uma outra perspectiva que todos de alguma forma sabíamos que acontecia. Agora, o “bullying”, a partir de hoje, quando se falar do assunto, vai assumir um novo rosto, uma nova proporção alarmante e grave que não pode esconder-se dentro dos muros onde acontece.
Não me sinto confortável. Não nos podemos sentir confortáveis. Perdemos a comodidade da ignorância.

Recomendo a leitura de um blog. Carregar atrás em “blog” para aceder.


#27
Mar 3rd, 2010 by M.J. Ferreira

É muito cómodo dizer: “Não presto; não me sai/não nos sai – uma direita!”.
Além de não ser verdade, esse pessimismo esconde uma enorme preguiça…
Há coisas que fazes bem e coisas que fazes mal.
Enche-te de alegria e de esperança pelas primeiras;
e enfrenta-te, sem desalento, com as segundas, para as rectificar.
E sairão bem.
(Josemaría Escrivá)

Tiramisú
Mar 3rd, 2010 by M.J. Ferreira

Não é que eu seja gulosa mas… tenho um marido que é mesmo muito, mas muito guloso.

Há pouco tempo aprendi a fazer tiramisú e gostámos muito. De um dia para o outro no frigorífico ainda fica melhor. Contudo, à receita que era a original eu “tive” logo de fazer as minhas adaptações e não se notou nada. Todos os que já provaram acharam delicioso.

Já descobri que o melhor sítio para as minhas invenções ou adaptações culinárias é mesmo o blogue. Cá fica então:

Tiramisú à Ferreiras

3 gemas de ovos (não deitar as claras fora porque, com elas, pode-se fazer  ”farófias”, por exemplo)
120 grs de açúcar granulado fino
1 embalagem de queijo mascarpone (250grs)
2 embalagens pequenas de natas (200ml c/)
4 colheres de sopa de Licor de whisky
café forte frio q.b.
palitos La Reine q.b. (habitualmente eu gasto 2 embalagens, +/- 40)
cacau em pó para polvilhar

Batem-se as natas até estarem firmes e reserva-se.
Batem-se as gemas com o açúcar até a mistura ficar cremosa e adiciona-se o queijo, envolvendo tudo muito bem. De seguida, adicionam-se as natas nesta mistura e espalha-se uma primeira camada numa travessa funda.
Ao café frio é adicionado o licor de whisky e embebem-se os palitos la reine, um por um, tendo o cuidado de os não deixar moles. Colocam-se estes sobre o creme e, se necessário, partem-se para que todos os espaços da travessa sejam preenchidos.
Cobrir com nova camada de creme e dispor novamente palitos embebidos no café e licor perpendiculares à primeira camada. Continuar a repetir estas operações até gastar os ingredientes, tendo o cuidado de terminar com uma camada de creme.
Alise a superfície e guarde no frigorífico. Fica melhor de um dia para o outro.
Imediatamente antes de servir, polvilhe com o cacau em pó e Bom Apetite.

»  Substance: WordPress   »  Style: Ahren Ahimsa