Mar 11th, 2010 by M.J. Ferreira

O concerto de Joan Baez foi muito bom.
Com uma voz inconfundível, ela permanece um colosso musical, com um activismo inconfundível que, nos últimos 50 anos, a tem levado a estar na na primeira linha onde haja que resistir e protestar contra a guerra. Num passado ainda recente, a sua presença foi obrigatória ao lado de Nelson Mandela, quando este celebrou o seu 90º aniversário.
Trinta anos depois de Cascais Joan, desta vez no Coliseu de Lisboa, misturou temas do seu novo álbum “Day after tomorrow” com as canções que a fizeram conhecida e que marcaram gerações. Lembrou Bob Dylan e, tanto a solo, como acompanhada da sua guitarra ou por uma banda, esta mulher de 69 anos, foi aplaudida por um Coliseu totalmente rendido à sua frescura, simplicidade e humor.
Se nunca o aplauso lhe foi regateado, a “loucura” aconteceu com “Grândola vila morena” cantada “a capella”, homenageando a revolução de Abril. A partir daí, a multidão entusiasta vibrou incansavelmente até ao fim. Singelamente homenageada por alguns presentes com flores, o seu sorriso contagiava um Coliseu totalmente de pé que não se cansava de a aplaudir e não a deixou partir, sem que ela oferecesse uma vez mais, a todos e a cada um, o talento precioso que é a sua voz e a sua presença em palco. O Coliseu quase “veio abaixo” com “Blowing in the wind” e “Gracias a la vida”.
Gracias Joan por um concerto deveras memorável.
“May God bless and keep you always,
May your wishes all come true,
May you always do for others
And let others do for you.
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young. …”