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Este país não é para velhos
Feb 15th, 2011 by M.J. Ferreira

“Este país não é para velhos” foi o título de um excelente filme que nada tem a ver com o significado que hoje quero dar a esta frase. No filme metia um assassino psicótico, um traficante de drogas encontrado no deserto por um caçador pouco esperto, uma mala cheia de dinheiro e um xerife daqueles à maneira.

O filme já tem cerca de quatro ou cinco anos e só penso nele porque o seu título coincide com a frase que me veio à cabeça por estes dias. Já não há noticiário que, desde que foi encontrada a velhinha morta em casa durante 9 anos, não apresente mais um ou outro caso de algum idoso que faleceu sozinho e assim permaneceu em casa até ser descoberto. Afinal, estas mortes na mais profunda solidão, que originam descobertas macabras, acontecem mais do que seria desejável. Atendendo aos tempos que se correm de grande concentração no nosso próprio umbigo, nem sempre se olha para o lado com o cuidado que se deve. Depois, todos os dias ouvimos sobre situações de pobreza extrema e reformas de miséria, a que se aliam raríssimos apoios domiciliários, ou outros, a uma geração pouco habituada a facilitismos na mocidade, que trabalhou no tempo em que o trabalho era árduo e a quem não se concedem facilidades ou privilégios para passarem descansados os seus últimos anos. Fazemos parte de um país que despreza os seus velhos e que os abandona à sua sorte quando estes deixam de lhes ser úteis. Só por isso, a frase faz sentido: este país não é para velhos.

Mas chegou a altura de eu ir “re-aviar” os medicamentos que se tomam regularmente cá em casa. Quando a conta foi feita pela farmacêutica, fiquei sem palavras. Sem palavras e sem euros. O “avio”, com as devidas receitas da Segurança Social, foi a módica quantia de cerca de 148 euros. Foi-me explicado que alguns medicamentos deixaram de ser comparticipados e outros sofreram algum aumento. Os medicamentos são na sua maior parte semelhantes aos que a geração dos nossos pais “avia” para a TA ou os “problemas” próprios da “velhice”. Realmente, se eu, que ainda sou trabalhador activo, fico pasmada com o preço exorbitante dos medicamentos; que dizer dos próprios coitados que os têm de tomar e para os adquirir apenas têm parcos euros de reforma que, para além da farmácia, ainda têm que ser distribuídos por outros lados também. Ainda hoje, um jornal diário publicava que os portugueses estão a adquirir menos medicamentos e há cada vez mais pessoas a comprar fiado. Até na farmácia.

Realmente, este país não está para velhos. Nem para velhos, nem para novos! Até me custa a escrever o que vou escrever, mas este país está falido! Falido a todos os níveis. Até parece que o assassino psicótico que faz parte do enredo do filme, um tipo sem sentido de humor ou piedade,  anda por aí a dilacerar o que nos resta,  esventrar  o que ainda somos, triturando o que podemos ser, reduzindo-nos a um monte de ossos, digo, dívidas externas cuja nossa produção já não consegue honrar. Olha, se puder continuar a usar as outras personagens do filme, até que traficantes há para aí muitos (de interesses, de compadrios, etc). Caçadores pouco espertos, é aos pontapés por todos os lados cheios de esperteza saloia sem qualquer tutano. Malas com dinheiro também… estão é mal distribuídas. Em relação ao xerife, estou com dificuldades. Mas de certeza, vai aparecer um xerife local à maneira que não vai deixar o assassino continuar a cortar-nos aos bocados por muito mais tempo.

O amor está em tudo
Feb 14th, 2011 by M.J. Ferreira

Há pouquinho, pensava que os “posts” deste dia de enamorados deixa um vazio muito grande naqueles que porventura estão sós neste momento. Não interessa a razão da solidão. Não pode ser obstáculo para que fiquem de parte.

E esta chuva que hoje teima em cair tem que significar algo.


Algo positivo.


E nada é mais positivo que o amor.


Uma chuva de amor, então.


Descobri um poema de que desconheço o autor mas que motiva a procurar o que vem adiante, há sempre algo novo…

Até porque o amor, e ele tem tantas facetas, se assim o permitirmos e alimentarmos, está em tudo, em todo o lado…

Há quanto tempo mesmo é que não digo que te amo?
Feb 14th, 2011 by M.J. Ferreira

Hoje é dia de São Valentim. Dia dos enamorados, das declarações com postaizinhos, dos bombons, das flores, etc.
No entanto, não deve ser apenas este dia, o dia escolhido para as declarações de amor e os gestos de maior ternura. Estou certa que todos os dias o verbo amar deve ser pronunciado e exercitado.
Por isso, antes que venha aí o próximo Valentim, uma canção para 366 dias (2012 é bissexto…)para não deixar de praticar e pronunciar o verbo amar.
Há quanto tempo mesmo é que não digo que te amo?

Chuva?
Feb 11th, 2011 by M.J. Ferreira

Prevê-se chuva durante o fim de semana para todo o país. No entanto, nada que me assuste. Pudera, vou até ao campismo acabar as arrumações e limpezas após os trabalhos desta semana de remoção das árvores doentes.
Tenho que trabalhar com uma boa gestão das coisas que precisam de ser feitas porque, no Sábado, é dia de feira cá no sítio. E quem gosta de feiras, quem é? Sim, o PP também gosta… mas, quem gosta mesmo de feiras, sou eu!
Até já me cheira aos queijinhos e aos enchidos…
Ah! E já agora, tenham um excelente fim-de-semana e, se tiverem que abrir o guarda-chuva que ele vos possa inspirar a sorrir e a amar.

O Brutus faz anos
Feb 10th, 2011 by M.J. Ferreira

Dia 10 de Fevereiro é dia do aniversário do Brutus. Faz dois anos e cada vez está mais bonito. Ainda parece que foi ontem que a minha filha e o meu genro o foram buscar ao criador. Era tão pequenino e tão maroto. Comeu as minhas florzinhas todas. Mas, o seu jeito de pôr o focinho de lado e olhar para nós derretia-me por completo.
Quando agora nos vemos, tenho o cuidado de lhe levar sempre um “docito”; de cão, bem entendido, que ele não pode comer a nossa comida. E ele já sabe que se eu apareço, ele vai ter uma guloseima. Senta-se logo com tremeliques nervosos à espera. É mesmo giro. E uma lambidela dele dá quase para tomar um duche.
No dia deste segundo aniversário fiz-lhe um bolo à maneira. A “massa” foi de paté de galinha e coelho. Para decoração, dois tubos (equivalentes às velas – 2 anos) de um preparado para os dentes caninos e biscoitos em forma de osso de várias cores. No meio, a jeito de brinde, um delicioso osso de presunto.
Ele, segundo conta a minha filha, não se fez rogado e quando descobriu no final o osso deu pulos e pulos feito tolinho.
Estou a ver que devo especializar-me em pastelaria canina. Se calhar até era um bom negocio!!!

# 94
Feb 9th, 2011 by M.J. Ferreira

“A natureza é sábia e justa. O vento sacode as árvores, move os galhos, para que todas as folhas tenham o seu momento de ver o sol.”
(Humberto de Campos)

Caem de pé
Feb 8th, 2011 by M.J. Ferreira

Já tinha referido ontem o dito: as árvores morrem de pé. Hoje assisti ao abate de alguns pinheiros que estavam mortos com uma doença que tem dizimado pinheirais do centro-sul. É impressionante. Caem de pé, direitos, orgulhosos do que foram e do que serão. De abrigo e poiso de muitos pássaros, deram sombras – refrescando os dias de Verão para, depois de abatidas, aquecerem os dias frios de Inverno.

O trabalho do abate exige sabedoria e mestria, sobretudo num parque de campismo onde muito material está instalado e não convém que se estrague.

Exige também força; as moto-serras são pesadas, barulhentas, de dentes bem afiados, e precisam de ser manejadas com pulso firme.

Mas, se este é um trabalho para homens de barba rija, não se pense que não podem existir emoções. Um dos homens a fazer o trabalho foi um dos plantadores que, há vários anos, desenhou as ruas, os alvéolos, plantando os pinheiros bebés que hoje são adultos. A sua emoção é válida e mostra a todos os presentes o valor da vida, ainda que essa vida seja apenas a de simples pinheiros que caíram de pé.

Aventuras no condomínio…
Feb 7th, 2011 by M.J. Ferreira

Estou no Alentejo, no condomínio privado, vulgo parque de campismo, onde temos a nossa “barraca”. Infelizmente duas das árvores que nos protegem dos calores do Verão alentejano estão mortas. Ao que parece, apanharam aquela doença dos pinheiros e, neste momento, são apenas enormes cepos sem qualquer vida. Precisam de ser derrubadas porque a doença só não se propaga com o abate dos pinheiros mortos. Morreram de pé, fazendo juz ao dito popular: as árvores morrem de pé.

Uma das árvores para poder cair a direito implica que eu desmanche o quarto que temos no avançado. Essa é a razão porque estou no Alentejo.

Há pouco, para ganhar um pouco de coragem na tarefa que tenho pela frente, fui até à vila para poder saborear um dos gelados maravilhosos que só lá encontro.

Azar! A gelataria está fechada para férias e por isso, o melhor que tive a fazer foi regressar à “barraca” e banquetear-me com a quiche que trouxe de casa.

No caminho de ida e volta, apesar de serem apenas pouco mais das seis da tarde, a noite imperava e os faróis do carro atraíam toda a espécie de mosquitos, melgas, melgões e outros objectos voadores com asas não identificados. Resultado: o carro apresenta provas irrefutáveis do assassínio de todos eles.

Para além de ter um carro assassino, ao começar o trabalho de desmanchar o quarto do avançado encontrei um rato morto, para além de diversos insectos pretos gordinhos que fariam com certeza um bom petisco lá para o Oriente onde os fritam e tudo.

Agora que terminei o trabalho de desmanchar o quarto do avançado, ando pelo resto da “barraca” procurando os sítios onde posso pôr os pés. É que só há ferros por todo o lado e “mobílias” empoleiradas umas nas outras.

O melhor é ir para a cama que o dia aqui começa cedo… Até amanhã.

Parva que sou; não sou!
Feb 7th, 2011 by M.J. Ferreira

Os “Deolinda” apresentaram no passado dia 22 de Janeiro uma nova canção que está a ser um sucesso, até por eles inesperado.

O tema é recorrente e canções como esta, que se dizem de intervenção, acabam por figurar como hinos de determinadas épocas.

“Parva que sou” é canção do retrato de uma geração. As diversas linhas da letra falam da realidade a que assistimos e conversamos diariamente nos mais diversos contextos.

“Parva que sou”, é também, se traduzido literalmente, um nome pouco abonatório para uma geração. Parvo é pateta e, em consequência, estamos a falar de um bando de patetas.

Procuram-se excepções à regra. Esta é a geração que vai tomar as rédeas do que somos e do que queremos vir a ser a médio prazo. Apesar de, infelizmente, estarmos a ser governados por um ajuntamento de tolos que reproduzem apenas as tolices que sabem fazer; isto apenas significa que há parvos em todas as gerações e todas as gerações podem ser parvas.

Parva que sou, não sou!!! Eu não sou parva, não acredito num Portugal onde só existam parvos e, tão pouco acredito num futuro parvo! Não precisamos de um PPP (partido de parvos ao poder). Para isso já temos os que tão bem conhecemos. Precisamos de mudança, precisamos de discernimento, precisamos de radicalismo em relação à “mama” que aqueles das parvoíces de governo que temos foram habituando os “parvos” que acreditaram e que ainda mamam.

Parva que sou? Ó geração a despontar: diz que Não!

Deolinda – Parva que sou
Música e letra: Pedro da Silva Martins

Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar

Prevenir é melhor que remediar
Feb 4th, 2011 by M.J. Ferreira

Fazer 150 minutos de actividade física moderada por semana pode reduzir o risco de alguns tipos de cancro, nomeadamente o da mama e do cólon. Isto de acordo com as novas recomendações da Organização Mundial da Saúde divulgadas hoje a propósito do Dia Mundial do Cancro.

É verdade, dia 4 de Fevereiro é o Dia Mundial da Luta Contra o Cancro. A data foi definida, em 2000, pela União internacional Contra o Cancro (UICC) , na denominada Carta de Paris, um documento que serve para divulgar os problemas relacionados com o risco, o diagnóstico e o tratamento de doentes com cancro.

Se o exercício físico faz bem e parece que vamos ter um fim de semana a cheirar a Primavera, crie hábitos que só o podem tornar mais saudável. A nível de exercício físico há muitas opções. Desde a simples caminhada vigorosa aos jardins públicos com “aparelhos” diversos, não esquecendo os circuitos de manutenção e outros desportos mais sofisticados, não há desculpa para ficar parado.

Tenha um fim-de-semana “à maneira” e, se ainda não é adepto do exercício físico, comece já a torná-lo uma opção das suas rotinas. É que prevenir é melhor que remediar.

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