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Os pecados que nos tiram da crise…
Mar 8th, 2010 by M.J. Ferreira

Foi largamente noticiado que o nosso Primeiro Ministro ia fazer uma comunicação ao país. É claro que às 20 horas em ponto, lá estava eu prontinha para o ouvir atentamente.

E pronto. Lá vi o Sócrates pecar. (“pecar” = acto ou efeito de apresentar o PEC – plano de estabilidade e crescimento).

Ele pecou num tom formal, com pose de Estado, apresentando um a um os pecados que, na sua opinião, vão ajudar a cortar onze mil milhões de euros. (“pecados” = linhas de orientação do PEC)

De uma maneira geral, todos os pecados estão relacionados com medidas muito duras que se irão fazer sentir penosamente naquilo que ainda resta da classe média. Na prática, com as reduções dos incentivos fiscais  na saúde, educação e PPRs, aquela será chamada, em termos de IRS, a pagar mais ou a receber menos.

De um modo geral, os pecados defendidos pelo Governo, com tanto apertar de cinto, vão-nos tornar esterlicadinhos. O  desemprego não diminuirá significativamente, a economia timidamente crescerá devagar, devagarinho e os preços inevitavelmente voltarão a subir. Os pecados apresentados para os ricos e para as grandes empresas não passam de uma brisa suave de moralização para os nossos olhos e ouvidos mas não chegam para evitar uma tempestade de areia no funcionalismo público com uma política salarial de enorme contenção.

Sócrates disse que tem confiança nestes pecados porque justos e necessários. Eles visam equilibrar as contas públicas e relançar a economia e, olhando para o PEC, ai de nós se não fôssemos capaz de crescer de acordo com o previsto. Não há motivação, nem incentivo, nem estímulo. Apenas uma moderação em demasia que esconde a incerteza da produção, a dúvida nas capacidades de um povo cansado de pecado atrás de pecado e sem salvação à vista.

Os pecados de Sócrates, “para mal dos nossos pecados”, podem ser insuficientes e Sócrates continuará a pecar.
“Para mal dos nossos pecados!”

Dia Internacional da Mulher
Mar 8th, 2010 by M.J. Ferreira

Hoje recebi uma rosa. Ela queria homenagear a mulher que sou no contexto do dia que internacionalmente se convencionou recordar como “Dia Internacional da Mulher”.

Este dia tem a sua origem no séc. XIX, em 1857, quando as operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Elas ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, a redução na carga diária de trabalho para dez horas quando as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário. Exigiam a equiparação de salários  com os homens (as mulheres chegavam a receber apenas cerca de um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e um tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que depois foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto completamente desumano.

Contudo, apenas no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem àquelas mulheres que morreram na fábrica em 1857. Somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas)..

Informam-me os motores de busca que ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objectivo é discutir o papel da mulher na sociedade actual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Olhando para estas explicações, elas parecem-me excessivamente políticas. Para comemorar a exploração em locais de trabalho já temos o 1º de Maio, que se celebra exactamente para lembrar a luta dos trabalhadores por melhores condições. Quando, pessoalmente, olho para o Dia Internacional da Mulher eu sinto a falta de um Dia Internacional do Homem, porque já tenho um Dia Internacional da Criança (1/6), um Dia dos Avós (26/7) e em 1993, a Assembleia Geral das Nações Unidas, proclamou o dia 15 de Maio como Dia Internacional da Família.

A surpresa das surpresas foi que, ao fazer a pesquisa para este “post”, descobri que…. atenção… preparem-se…, já existe o “Dia Internacional do Homem”. É celebrado a 19 de Novembro de cada ano , sendo que as comemorações foram iniciadas em 1999 pelo Dr. Jerome Teelucksingh, em Trinidad e Tobago e apoiadas pela Organização das Nações Unidas e vários grupos de defesa dos direitos masculinos da América do Norte, Europa, África e Ásia. Alguns dos objectivos pretendiam chamar a atenção para a saúde masculina, melhorar a relação entre géneros, promovendo a igualdade e destacar os papéis positivos dos homens, combatendo o sexismo e, ao mesmo tempo, celebrar as suas conquistas e contribuições na comunidade, nas famílias, no casamento e na criação dos filhos.

Tudo isto é muito interessante, ainda mais porque eu não me tinha apercebido desta última festividade quando, ainda por cima, já tinha este blogue em “marcha. Desculpe-me o “género” masculino.

Mas, voltemos ao dia 8 de Março. Já uma vez expus o que significavam para mim “estes dias especiais”. Para mim, todos os dias são “dias de…”, internacionais ou não. Isto deixa-me serena e confiante na minha própria melhoria à imagem dAquele que confesso como meu Senhor. Nunca escondi que sou cristã e, ao ouvir tanto falar no dia da Mulher, eu não podia deixar de prestar uma grande homenagem a Jesus Cristo, porque, a Sua voz, os Seus gestos, a Sua palavra, o Seu ministério e Vida são bem o exemplo de como devem ser tratadas as mulheres em qualquer época, em qualquer contexto, com igualdade de género, dignidade, respeito e amor. Ele deu o exemplo. A humanidade tem transformado o que é simples em puzzles inacabados onde as peças resistem a querer encaixar-se. Quem estiver inocente que atire a primeira pedra.

Novo Álbum de fotografias no Facebook
Mar 8th, 2010 by M.J. Ferreira

Para aqueles que “resistem” ao Facebook deixo aqui o link para poderem aceder  ao novo álbum de fotos que acabei de publicar.
(Já sabem, basta carregar na palavra “link”)

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