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Dia internacional do riso / # 170
Jan 18th, 2016 by M.J. Ferreira

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Aprender a rir. Sempre. Bem alto, discretamente, com os olhos, com lágrimas, de alegria, com esperança. 

Rir sempre, ainda que o nosso riso possa esconder a tristeza. Porque mais triste que um riso triste é a tristeza de nunca ter aprendido a rir.

Morreu…
Jan 13th, 2016 by M.J. Ferreira

Morreu a informação noticiosa enquanto exposição resumida e factual de assuntos ou acontecimentos de interesse público. Hoje, os blocos noticiosos difundidos  pelos meios de comunicação não relatam, antes manipulam a notícia consoante os grupos/lobis a que pertencem. Opinam, comentam quando informar é partilhar, expor, narrar, descrever sem qualquer tendência acontecimentos recentes.

Morreu a informação relevante e pertinente e preferencialmente os media destacam historietas que contam em estilo folhetinesco e sem grande critério que afronta tanto um bom jornalista como um ouvinte responsável com a faculdade de distinguir entre o verdadeiro e o falso, o bom e o mau.

Há já algum tempo que não consigo assistir aos noticiários das diversas estações de televisão. Sinto-me insultada com a forma como a notícia é apresentada “escondendo” à vista desarmada influências, condicionamentos que falsificam a verdade pura e simples em detrimento de uma outra verdade mais proveitosa para alguns. 

Não quer isto dizer que não me mantenho informada. Mantenho; mas prefiro ir à fonte, ou privilegiar alguns operadores que ainda se vão mantendo com alguma ética e moral jornalística. 

Sou esquisita? Sou! Mas não sou burra nem estúpida. Tenho cabeça para pensar e gosto de ser eu a formar a minha própria opinião.

Afinal …
Jan 8th, 2016 by M.J. Ferreira

Em Agosto, na feira de Grandola, o meu mais que tudo ofereceu-me uma Pyrrhura molinhe pineaple (nome pomposo, sem dúvida 🙂 ) que comprámos  como sendo um macho.  O nome, escolhido pela pirralha mais velha foi Chiquinho. 

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É uma ave muito meiga e muito caprichosa. Adora estar connosco a jantar mas grita que se farta se não lhe damos atenção ou se já passou a hora de se deitar. A comer nozes é um espectáculo e gosta que eu a leve a todo o lado. 

Aqui há tempos, um criador de aves disse-me que o Chiquinho lhe parecia ser uma fêmea mas que esta espécie de aves é muito difícil de perceber. A única opção fiável é fazer um teste de sexagem. Deu-me as indicações do laboratório e recebi há momentos o resultado. O Chiquinho afinal é uma Chiquinha!!! Ai a minha querida passarinha 🙂

Tempo de arrumar
Jan 7th, 2016 by M.J. Ferreira

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Hoje foi dia de tirar os enfeites das festas espalhadas pelo exterior e sala cá de casa. Agora, na varanda ficaram apenas o sr. Virgolino e a d. Micolina novamente a ver passar os transeuntes que agora são muitos ou não tivesse aberto uma farmácia mesmo por baixo de mim.
Eles representam de uma maneira engraçada o Fanqueiro anos e anos atrás quando não existia facebook, tweets, blogues, etc. e as cusquices eram feitas nos lugares públicos com os estabelecimentos comerciais a serem locais bem privilegiados. Como nesses tempos, o Virgolino e a Micolina dão fé de tudo. Dão conta de quem entra nas lojas,  quem sai, quem passa, quem fala com quem, quem já bebeu um copito a mais e sei lá mais quê.

O Virgolino está agora vestido à farmacêutico numa combinação com o dono da farmácia aquando das obras para a abertura e tem feito um sucesso danado. A Micolina, mais discreta, está sentada a ler publicidade  sobre a mesma e, a verdade, é que se dantes a minha casa já era a casa dos bonecos; agora está muito mais conhecida e divulgada porque a nova Farmacia tem trazido ao local muita gente que não costumava vir para aqui a pé.

Há pouco tempo perguntei se já devia tirar a farda ao Virgolino e o dono da farmácia disse-me logo: “deixe estar que eles têm sido muito badalados”. Não me importo nada que eu até gosto destas brincadeiras 🙂 e, a realidade é que tive muito trabalho para os  recuperar para a forma como estão agora que os diversos anos que têm e as diversas estações do ano que já conheceram estavam a fazer pesar nas suas aparências.

Ele foi sujeito a plásticas intensas e colocação de próteses para se manter de pé a tempo inteiro. Ficou rejuvenescido e muito mais charmoso. Ela também teve botoxes, silicones e muitas esfoliações para  ficar com um ar muito mais apresentável e simpático. Agora até cruza a perna…

Só para mais tarde recordar, aqui está a prova:

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E… não é que a publicidade da própria Farmácia conta com estes dois?

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Dia de Reis
Jan 6th, 2016 by M.J. Ferreira

Dia 6 de Janeiro é, por tradição, dia de Reis. Não que os homens sábios que visitaram Jesus após o seu nascimento guiados pela estrela fossem de certeza reis. Diz a Bíblia que eles eram sábios e as evidências, ao contrário do que reza a tradição, apontam a visita para cerca de um mês depois quando Maria e José já estavam numa casa.  

Da mesma forma, a Bíblia não fala num número preciso nem nos seus nomes, se eram pretos ou brancos, gordos ou magros. Diz que eram do Oriente. A descrição pode ser lida nos doze primeiros versículos do capítulo dois do livro de Mateus. A tradição encarregou-se de fazer o resto  e atendendo à descrição das ofertas (ouro, incenso e mirra) pressupôs-se  três pessoas distintas a que se deram nomes – a primeira vez, cerca do séc. VII sendo que, apenas no séc. IX, foram renomeados com os nomes que hoje conhecemos: Baltazar, Gaspar e Belchior. Para além disso, a tradição colocou-os em três diferentes continentes (Ásia, Europa e África) e com aspectos e características diferentes: um homem jovem (Gaspar – o asiático) que oferece o incenso, um  homem maduro (Baltazar – o africano) que oferece a mirra e um homem idoso (Belchior –  o europeu) que oferece o ouro.

Na época que se começou a representá-los com estas características não se tinha conhecimento da América. Além disso, os três fazem referência às diversas fases da vida do ser humano: juventude (Gaspar), maturidade (Baltazar) e velhice (Melchior) e os presentes oferecidos à realeza (ouro),  divindade (incenso) e humanidade (mirra) de Jesus. 

É costume entre nós comer-se nesta data o Bolo Rei e bagas de romã pedindo aos Reis saúde, dinheiro, paz e amor. Há quem diga que a tradição manda colocar três bagos de romã dentro da carteira para ter dinheiro durante o Ano Novo. 

Cá em casa comeu-se romã mas nada de pedidos especiais ou bagas na carteira e, em relação ao bolo rei, este ano, resolvi fazer diferente. Inspirada por um bolo rei folhado que tinha visto no fim de semana, fiz o Bolo de Rei da Avó que era folhado com gila, passas, nozes, frutos caramelizados, canela e maçã. Ficou uma verdadeira delicia e, de certeza, vai ser repetido durante o corrente ano em outras ocasiões. Ou eu não me chame Vó Zé 🙂 .

Mas, verdade, verdadinha! Está ou não está apetecível o bolinho nas fotos em baixo?

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Há dias para tudo
Jan 5th, 2016 by M.J. Ferreira

Desde há algum tempo que ouvimos e podemos ler nas redes sociais que hoje é dia disto ou daquilo o que origina uma panóplias de comentários e homenagens. O que acontece é que muitas destas efemérides não dizem respeito a Portugal e, por isso mesmo, por vezes, para o mesmo dia temos diversas denominações.

Encontrei hoje o calendário  de todas as datas comemorativas de Portugal que aqui deixo para não haver mais confusões e misturas com outros países que têm o seu próprio conjunto de datas festivas e comemorativas.

Já não bastava o acordo ortográfico!

Nota: ao aceder ao link das datas comemorativas, a informação está logo a seguir à data dos feriados que, segundo informações de hoje nos media,  serão acrescidos dos dois religiosos e dois civis suspensos há algum tempo.

416 d
Jan 4th, 2016 by M.J. Ferreira

Ano novo, vida nova; diz o saber popular e, realmente, esta altura do ano é pródiga em promessas, sonhos, desejos a concretizar ao longo dos meses vindouros. Não é esse o meu propósito ao reativar a minha escrita, os meus gatafunhos, as ideias que não quero perder, as memórias que quero preservar. 

416 dias. 

O tempo que o blog ficou às escuras. Tanto ficou por dizer através das letras que os dedos velozes identificam e clicam formando palavras, percepções, lembranças, saudades, planos, fantasias que se forma no espírito.

Pretendo que Janeiro seja o reinício e as páginas vão continuar partilhas de vida que deixo aos meus.  Julgava eu que era mais fácil “arrancar” de novo.  Necessito de criar o hábito, o desejo, o prazer de escrever. No FB nunca permiti que a intimidade da escrita fosse desenvolvida como aqui e inebriou-me a rapidez como um simples comentário se propagava e as reacções que produzia. O tempo ajudou-me a amadurecer neste campo e perceber a falta que o blog me estava a fazer. Mentalmente. Emocionalmente. Racionalmente. Como terapia. 

Lá vou eu. Perseverança. Em frente, toca a escrever 🙂

Hoje era o seu dia
Nov 13th, 2014 by M.J. Ferreira

Hoje era o seu dia pai.

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Saudades de si pai.
Por isso hoje dei graças a Deus pela sua vida ( hoje iria completar 91 anos). Agradeci o homem que foi, o exemplo que sempre procurou nos transmitir, o sentido de moral que nunca o abandonou. Dei graças pelo tempo que partilhamos e por tudo o que consigo aprendi. Obrigado pai e no sorriso que fez quando a mãe lhe leu Josué 1:7-9 tão perto de nos deixar fisicamente reside a certeza que o Pai o guarda na Sua paz.

Pequenos luxos
Aug 28th, 2014 by M.J. Ferreira

Sinceramente não sou uma pessoa que de muita importância àquilo que é entendido como luxo. Não sinto qualquer empatia com a necessidade ou o desejo de possuir o que não tenho condições de adquirir ou o que realmente me faz falta.
No entanto, sou dada a pequenos luxos. Passar tempo com a família, cozinhar sem bimby (estou a brincar 🙂 ), acordar na “barraquinha” das férias e vir para o alpendre apanhar os primeiros raios de sol no rosto enquanto “encomendo” o meu dia junto de Deus.
Escrever estas palavras na calmaria relaxada dos cantos matinais de rolas, gaios e pardalitos que esvoaçam gulosos pelas migalhas que deixei cair é um bem que pode não ser considerado necessário por muitos um luxo mas gera em mim conforto e prazer aliada à certeza que estou nas mãos do Pai. Sem pompa, sem ostentação mas com a certeza de ser amada.

Vento e mais vento
Aug 25th, 2014 by M.J. Ferreira

Que desagradável em férias o vento que se tem sentido este Verão que baixa as temperaturas até da água do mar. A compensar o coração está bem quentinho com a presença da família e a única aragem é a brisa suave dos risos e brincadeiras das netas.

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